Depoimentos:

Sandro

Sem dúvida nenhuma, o projeto Timóteo foi uma das fases mais importantes para a mudança do meu caráter. Olho para mim hoje e percebo o quão diferente eu me tornei desde 2009 e se não fosse por todos os eventos ocorridos naquele período de tempo, haveriam lutas que hoje seriam bem mais difíceis de serem enfrentadas.

Desde a convivência com os outros seis rapazes até mesmo aos ministérios, em cada etapa era sempre um desafio se deixar moldar por Deus. Tantas vezes que foram necessários tratar conflitos, ouvir e ser ouvido, pedir perdão e perdoar. Lembro que a galera não era muito parecida e isso foi muito usado pelo Pai como ferramenta para a mudança em cada um de nós.

Foi extremamente gratificante ter vivido aquele ano com cada um dos meus colegas. Hoje não possuo um contato constante com todos, mas os laços criados naquele período ainda refletem o quanto Deus trabalhou, e ainda trabalha

através deles (seja por meio da conivência que eu ainda tenho com alguns deles ou pelos exemplos de fé de outros) em minha vida. Graças aquele ano, hoje eu consigo me abrir melhor com as pessoas; deixei um pouco do meu individualismo de lado; tento não fugir de conflitos e discussões (por mais que isso ainda seja um problema em minha vida hoje); fui convidado a amar mais as pessoas ao meu redor; tive que trabalhar questões como ira, raiva e magoa; intensifiquei meu relacionamento com Deus (diversas coisas me ajudaram a ver Deus de forma racional, não apenas por meio de sentimentalismos) e me foi agregado um enorme conhecimento, tanto teológico como vivencial.

O ano de 2012, que foi meu ano de projeto Timóteo, foi muito especial! Deus me surpreendeu de diferentes formas. Eu entrei porque queria ter mais conhecimento bíblico, conhecer mais a Deus e a mim mesma. Mas Deus me mostrou que os planos dEle eram mais que isso, tive muitas aulas que me proporcionaram ter esse conhecimento, mas fui desafiada a aplicar os princípios aprendidos com cada história, cada aula e escrito em cada trabalho entregue. Oportunidade de aplica-los não nos faltou, foram diferentes ministérios, duas viagens missionárias e convivência diária nas repúblicas e na aliança.Eu buscava me conhecer melhor e Deus me mostrou que para isso eu precisava tirar os olhos de mim e colocar nEle, pois a minha identidade tem que estar nEle! Foi um ano de aprender a depender, pois são diferentes tarefas e exigências que nos desafiam, e Deus pedia que fizéssemos com excelência o que nós gostávamos e o que não gostávamos também, um ano de aprender a per-

Carol

doar e pedir perdão, de aceitar as diferenças  mas confrontar o pecado, um ano de “ir” mesmo com medo ou vergonha, um ano de aprender que é muito melhor e mais garantido sair do controle e colocar Deus nesse lugar, um ano de aprender que Deus é minha única fonte de força e contentamento.

Mas sinto que o Timóteo foi só o começo de tantas aprendizagens, ainda preciso pedir para que Deus me ensine a fazer essas coisas dia após dia. Acho que podemos aprender tudo isso e mais sem o Timóteo, mas aqui tive oportunidade em um curto espaço de tempo de me dedicar só a essas coisas e ter diferentes experiências, aprender a lidar com um turbilhão de sentimentos, expectativas e frustrações. Percebo claramente que cada um faz seu Timóteo, pois o mesmo é oferecido a todos, Deus só espera um coração aberto e disposto para entrar com ele nessa jornada e quem faz todo o trabalho duro é Ele.

Calebe

O ano de projeto Timóteo foi extremamente proveitoso na minha vida. Deus utilizou esse período para revelar e tratar questões no meu coração.

A convivência na república com outros oito guris me ensinou acerca de humildade e submissão. As tarefas cotidianas como limpar banheiro me possibilitaram experiências novas que não tinha passado na casa dos meus pais.

As aulas apresentaram além de muita teologia diversas aplicações pessoais. Em diversos momentos, as lições teóricas me levaram a momentos de íntimo louvor e comunhão com o Pai.

Os ministérios permitiram que o Evangelho estudado também tivesse relevância no lugar em que vivemos. O Reino foi levado adiante através de aulas de futsal, liderança de grupos, evangelismo de rua e viagens missionárias.

Em minha experiência pessoal, o Projeto valeu à pena e fixou lições que desejo levar por toda vida.