Viagem Missionária para a Bolívia

Por Jéferson Peixoto

             Saímos de São Paulo na CENA (confira o post anterior!) e depois de algumas horas de avião, ônibus e taxi finalmente chegamos a Puerto Suárez, na Bolívia pela segunda-feira por volta das 7:30. A proposta na missão Expedição Mochila era trabalhar diretamente com o orfanato local, e havia possibilidade nos envolver em outros ministérios como evangelismo em tribo indígena e presídio. Todos estávamos animados, porém foi um começo entediante, choveu nos primeiros dois dias e isso fez com que tivéssemos que passar o tempo todo no orfanato com as crianças sem poder fazer muitas atividades.  Fiquei um pouco chateado com isso e passei a reclamar com Deus sobre aquela situação, afinal eu tinha uma certa expectativa dessa viagem.

             No dia seguinte algo aconteceu que mudou tudo, principalmente a minha perspectiva daquela situação. Não foi algo mágico, mas sim um simples devocional em que falamos sobre esvaziar-nos de ter uma boa viagem e ter o coração disposto a servir da maneira que Deus quisesse. Uma frase me tocou muito naquele momento que foi "Logo estaremos indo embora, nós vamos mas eles ficam", isso mudou completamente meu modo de olhar para aquela situação. De fato, eu estou aqui agora escrevendo esse breve relato enquanto aquelas crianças ainda estão lá, naquele lugar, naquela poeira, até a água potável pode oferecer riscos à saúde, um calor absurdo em pleno inverno e eu só tinha uma semana para demonstrar amor por aquelas crianças, para fazer algo diferente. Esse foi o momento em que senti compaixão por elas.

             Então orei e entreguei a Deus, se fosse da vontade dele que chovesse a semana toda e ficássemos lá no orfanato que assim seja e daria o meu melhor por aquelas crianças.

Lembrei de um texto enquanto estava lá, que falou comigo, está em Colossenses 4:5 que diz "Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades", ou seja ser sábio com os de fora, com aqueles que não conhecem a Cristo e aproveitar o tempo com eles. Por fim o tempo acabou melhorando graças a Deus, e fizemos muitas atividades, tive oportunidades de falar que foram muito legais. Foi uma experiência inesquecível.

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